Ao longo do dia de ontem, a Força Aérea dos EUA e a Northrop Grumman divulgaram as imagens do que foi o primeiro reabastecimento em voo do novo bombardeiro B-21 Raider, algo que evidencia os avanços em curso visando à futura incorporação da plataforma pela instituição. A novidade surge praticamente um mês depois de observadores em terra terem registrado fotos de uma dessas aeronaves furtivas sendo reabastecida por um KC-135 Stratotanker nos céus da Califórnia, durante um voo de testes que durou mais de cinco horas e contou com o apoio de um caça F-16 para acompanhar o desempenho da manobra.
Ao comentar os avanços que esse marco representa para o programa B-21, o vice-presidente corporativo e presidente da Northrop Grumman Aeronautics Systems, Tom Jones, afirmou: “Nossas equipes estão conduzindo os testes do B-21 Raider em um ritmo sem precedentes, demonstrando continuamente seu excelente desempenho, incluindo o reabastecimento em voo. Projetamos e construímos uma aeronave confiável e adaptável, vital para as missões de nossos combatentes, e operamos com a urgência típica de tempos de guerra para acelerar a produção e entregar essa capacidade.”
Ao detalhar o desempenho do bombardeiro B-21 nesses voos de teste, a Northrop Grumman destacou que a aeronave vem apresentando uma melhora considerável em eficiência no consumo de combustível em comparação com modelos anteriores. Somado às capacidades de reabastecimento recentemente validadas, isso lhe garantiria um alcance operacional importante. Além disso, espera-se que esse fator também contribua para menor desgaste dos componentes, assim como para reduzir as demandas logísticas necessárias para sua operação no futuro.
Por outro lado, a fabricante voltou a enfatizar que segue realizando investimentos e trabalhos para acelerar o processo de produção e a posterior entrega dos B-21 à Força Aérea dos EUA, apostando principalmente no uso de novas ferramentas digitais e de realidade aumentada, que permitem identificar problemas e possíveis soluções antes mesmo de tocar na aeronave. Também foi destacada a formação de uma ampla rede de fornecedores, que reúne mais de 400 empresas em território norte-americano e mais de 8.000 pessoas trabalhando no programa, incluindo militares da própria força para tornar mais ágil a troca entre cliente e fabricante.
Em relação a esse último ponto, vale destacar que a Força Aérea dos Estados Unidos chegou inclusive a indicar que está avaliando a possibilidade de abrir uma segunda linha de produção do bombardeiro B-21, a qual se somaria às capacidades atuais para acelerar ainda mais a fabricação dos 145 exemplares que se pretende incorporar no futuro; um número superior aos 100 inicialmente planejados, de forma a atender às exigências estratégicas atuais. É útil lembrar, neste ponto, que os novos B-21 deverão substituir tanto a atual frota de bombardeiros B-2 Spirit quanto a de B-1 Lancer.
Nas palavras do chefe do Comando Estratégico dos EUA, almirante Richard Correll: “Naturalmente, foram feitos investimentos para elevar o ritmo de produção e, potencialmente, abrir uma segunda linha de produção. Essa decisão ainda não foi tomada, mas está claro que o B-21 representa uma capacidade realmente significativa, tanto sob uma perspectiva convencional quanto nuclear.”
Créditos das imagens: Força Aérea dos EUA – Northrop Grumman
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