A Estação Espacial Internacional (ISS) recebe abastecimentos com frequência. E, desta vez, um dos seus cargueiros mais impressionantes acaba de se desacoplar após passar seis meses por lá.
Por que a ISS precisa de tantas entregas
A ISS é uma estrutura enorme - com comprimento comparável ao de um campo de futebol - e mantém astronautas em operação contínua. Como é de se esperar, morar e trabalhar no espaço implica uma logística caríssima: é necessário enviar regularmente alimentos, água, equipamentos científicos, peças de reposição, além de itens médicos e roupas. Nada disso pode ser produzido a bordo em volume suficiente.
Os cargueiros que mantêm a estação abastecida
Para dar conta desse fluxo, a NASA utiliza diferentes naves de carga não tripuladas. Entre elas estão a Dragon, da SpaceX, a Progress, da Rússia, e a HTV-X, do Japão. A esse trio, há alguns meses, juntou-se uma novidade: o Cygnus XL, da Northrop Grumman, acoplado à ISS desde setembro de 2025. Foi justamente ele que deixou a estação nesta quinta-feira, 12 de março, às 13h05 (horário de Paris).
Mais do que um simples cargueiro
O Cygnus XL representa um avanço importante dentro do programa Cygnus, desenvolvido pela Northrop Grumman no âmbito do contrato de reabastecimento comercial da NASA. Ele é consideravelmente maior do que as versões anteriores: o volume pressurizado chega a 36 metros cúbicos, ante 27 na geração passada.
A capacidade de carga sobe para cerca de 5 0000 quilogramas - aproximadamente um terço a mais do que antes. Assim, essa primeira missão sob a designação XL levou quase 4 0990 quilogramas de suprimentos e materiais científicos para a estação. E as melhorias não param aí: a nave também consegue elevar a órbita da ISS, manter experimentos científicos a bordo mesmo depois de se afastar da estação e liberar pequenos satélites do tipo CubeSat.
Um incidente maior
Este exemplar em particular, batizado de S.S. William “Willie” McCool em homenagem a um dos sete astronautas mortos na tragédia do ônibus espacial Columbia, em 2003, chegou à ISS em 18 de setembro - com um dia de atraso. O motivo foi uma falha no motor registrada pouco depois do lançamento, em 14 de setembro, realizado por um Falcon 9, da SpaceX. O problema gerou tensão, mas a nave conseguiu recuperar o cronograma sem sofrer danos.
Nesta quinta-feira, o braço robótico Canadarm2 ficou responsável por soltar o Cygnus XL do módulo Unity. Daqui a dois dias, ele será destruído em uma reentrada atmosférica controlada sobre o Pacífico Sul. E, como ocorreu com todos os seus antecessores, não haverá reutilização.
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