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Na Rússia, PNIPU cria sistema a laser para proteger aviões sem reagentes e sem peso extra

Homem com jaqueta laranja operando equipamento perto da asa de avião em pista com neve.

A Universidade Politécnica Nacional de Pesquisa de Perm (PNIPU), na Rússia, desenvolveu um sistema compacto a laser para proteger aviões contra o gelo. Em vez de atuar apenas quando o acúmulo já é grande, a proposta funciona de forma contínua, impedindo que a camada de gelo chegue a níveis críticos.

Como a proteção a laser evita o acúmulo de gelo

A nova solução não se limita a remover o gelo já formado: ela opera o tempo todo para que a espessura não cresça até se tornar perigosa. Na prática, a ideia é deixar de reagir às consequências e passar a evitar o próprio processo de formação de gelo.

Em comparação com sistemas térmicos - que normalmente demoram cerca de dois minutos ou mais para eliminar o gelo - o laser executa essa tarefa mais rapidamente e, principalmente, com um consumo de energia uma ordem de grandeza menor.

  • PNIPU

Instalação experimental “Luch-1” e simulação de voo

A base da tecnologia é o impacto do laser sobre a superfície, o que desacelera a formação da camada de gelo. Segundo representantes da universidade, os testes em laboratório reduziram de forma perceptível a velocidade de congelamento, confirmando a viabilidade do método.

Esses resultados deram origem à instalação experimental “Luch-1”, criada para reproduzir condições próximas às de voo. A plataforma permite realizar ensaios em hélices e em diferentes tipos de aeronaves.

Por que o gelo é um risco e as limitações das soluções atuais

A formação de gelo continua a ser uma das principais ameaças na aviação: ela prejudica a aerodinâmica, reduz a controlabilidade e pode levar a acidentes. As proteções existentes - térmicas, mecânicas e químicas - enfrentam restrições importantes, pois aumentam o peso da aeronave, exigem grande gasto de energia ou dependem de reagentes caros.

A abordagem a laser, em teoria, ataca vários desses pontos ao mesmo tempo, oferecendo um caminho de proteção mais leve e mais eficiente em termos energéticos.

"A aplicação de lasers para combater o gelo até hoje praticamente não foi pesquisada. Os cientistas da PNIPU foram os primeiros a realizar esse trabalho. Eles determinaram os parâmetros em que o gelo se destrói com menor gasto de energia em comparação com os sistemas existentes. A pesquisa permitirá criar novos sistemas antigelo para a aviação que opera em condições climáticas difíceis, inclusive no desenvolvimento do Ártico"

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