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Imagens vazadas do sistema de mísseis hipersônicos Dark Eagle do Exército dos EUA viralizam

Militar em uniforme camuflado operando laptop sob barraca, com míssil grande ao fundo em área desértica.

Há poucos dias, o Exército dos EUA acabou publicando por engano novas imagens de um de seus sistemas de mísseis hipersônicos Dark Eagle. A sequência de fotos - depois removida da plataforma DVIDS, mas apenas após se espalhar nas redes sociais - mostrava o equipamento sendo desembarcado e guardado em uma embarcação do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off). As imagens também registravam o transporte e a posterior instalação do sistema em uma área arborizada que, até o momento, ainda não foi confirmada por fontes de Inteligência Aberta (OSINT).

O que é o Dark Eagle (LRHW) e o que ele promete

Chamado de Dark Eagle e também conhecido como Arma Hipersônica de Longo Alcance (LRHW, na sigla em inglês), o conjunto é um sistema de lançamento de mísseis hipersônicos projetado para alcançar velocidades de até Mach 5 e atingir alvos a distâncias de até 2.776 quilômetros (1.725 milhas). Outro ponto destacado é a possibilidade de executar uma trajetória irregular, com a intenção de complicar a ação das defesas aéreas adversárias.

Para isso, após atingir a velocidade e a altitude adequadas com a ajuda de um foguete propulsor de dois estágios, o sistema impulsiona os mísseis All-Up-Round (AUR) que ficam acomodados nos contêineres do lançador.

Controvérsias e dúvidas do Pentágono sobre a letalidade

Mesmo com a atenção recente gerada pelas fotos, o Dark Eagle vem sendo alvo de questionamentos há algum tempo. Em fevereiro de 2025, o Pentágono manifestou dúvidas a respeito da letalidade do novo sistema do Exército dos EUA, após a divulgação de um relatório de 2024 do Escritório do Diretor de Testes e Avaliação Operacional (DOT&E).

Ativação de unidade e atividades de 2025 para entrada em serviço

Ainda assim, apesar das preocupações apontadas por órgãos oficiais de auditoria e supervisão, em dezembro do ano passado o Exército dos EUA informou a ativação de sua segunda unidade especializada e treinada para operar e empregar o Dark Eagle. Trata-se da Bateria Bravo do 1º Batalhão, 17º Regimento de Artilharia de Campanha, integrante da 3ª Força-Tarefa Multidomínio.

Esse avanço se inseriu em um conjunto de ações conduzidas ao longo de 2025 para impulsionar a entrada do sistema em serviço e ampliar a familiaridade do efetivo com sua operação e uso. Um exemplo foi o Exercício Talisman Sabre 25, que representou a primeira implantação operacional do Dark Eagle em território australiano. A expectativa é que o sistema se torne um recurso estratégico para as Forças Armadas dos EUA posicionadas no Indo-Pacífico e um elemento de dissuasão ligado à política externa norte-americana, com a finalidade de conter a expansão militar da China para novas regiões.

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