Os Negócios do Yoga estão ficando cada vez mais complexos e competitivos.
Os cursos de formação de professores de Yoga ensinam o que você precisa para se tornar um(a) instrutor(a) competente. Ainda assim, eles raramente preparam você para a parte empresarial do Yoga.
Gostando ou não, ganhar dinheiro é uma etapa importante - e tão essencial quanto - na jornada de quem ensina Yoga.
Segundo estatísticas divulgadas em 2015, a receita do setor de Yoga nos Estados Unidos chegou a US$ 9,09 bilhões (Statista – Yoga).
A estimativa é que, até 2020, o número de pessoas praticando Yoga/Pilates alcance aproximadamente 55 milhões - mais do que o dobro do que foi registado em 2015.
A maior fatia dessa receita vem das aulas de Yoga. Cerca de 14% é gerado por produtos e itens de Yoga, e mais 15% por cursos de credenciamento de formação de professores.
Como tornar isso menos assustador e como se posicionar melhor nos Negócios do Yoga?
1. Qual é a sua visão?
Para você, como é o sucesso? Ter o seu próprio estúdio ou impactar a vida das pessoas? Quando você responde a essas perguntas que parecem simples, fica mais fácil direcionar e organizar os passos que precisará dar.
Qual é o seu objetivo final? Se o seu conceito de sucesso é abrir um estúdio, como você imagina esse destino? Você pretende continuar a dar seis aulas por dia ou prefere assumir mais a parte administrativa e operacional?
Como você quer se “posicionar”? Você pretende criar uma oferta de nicho? Quer alternar entre diferentes estúdios ou oferecer apenas aulas particulares?
A partir disso, o que você consegue entregar? Qual é o seu estilo de ensino preferido e quais outras abordagens você também consegue ensinar? Você topa trabalhar aos fins de semana? Bem cedo? Muitos professores precisam começar cobrindo aulas antes de conseguir horários fixos.
2. Você tem uma mensagem única?
No Yoga, é cada vez mais comum ver professores a partilhar a própria história: como o Yoga transformou a sua vida - seja por depressão, ansiedade, TEPT - ou por um percurso inesperado. As pessoas são atraídas pela autenticidade.
Isso não quer dizer que você tenha de expor as suas feridas; e também não significa que, se você teve uma infância maravilhosa, não possa ensinar Yoga. Para mim, a ideia é simples: pare com as máscaras. Seja você mesmo(a), seja humilde, seja singular e o mais transparente possível.
3. Gerir as suas fontes de receita pode ser complicado.
Há muito a avaliar: sistemas de emissão de faturas, termos de responsabilidade, tributação provisória, controlo de múltiplas fontes de rendimento. Sem falar em como definir o seu valor por hora. Não cometa o erro de desconsiderar o tempo de deslocamento, o tempo de preparação das aulas, as horas gastas a desenvolver conteúdo de workshops, etc.
Aceite que a sua renda vai oscilar. E seja claro(a) com os alunos sobre a sua política de cancelamento.
Faça sempre as contas. Saiba quais são as suas despesas mensais e quanto tempo precisa vender para cobri-las.
No seu orçamento, não deixe de incluir a sua formação contínua como um gasto previsto.
4. Os custos iniciais variam conforme a sua visão e a sua missão.
Eles serão bem menores se você optar por atuar como professor(a) freelancer em vez de arcar com os custos de abrir um estúdio.
Nos dois casos, será necessário desenvolver a capacidade de negociar. Seja em contratos de locação, opções de sublocação, no valor por hora que você aceita ou em modelos de remuneração, negociar é uma parte enorme de qualquer negócio.
Se você não se sentir seguro(a), recorra a contabilistas, advogados e especialistas de marketing para ajudar no começo. É um investimento que vale a pena.
5. Ao fazer negócios com amigos, mantenha tudo profissional.
Tenha sempre um contrato por escrito. Alinhar expectativas e lidar com diferentes éticas de trabalho pode ser delicado. Para evitar que a relação se desgaste e para manter a clareza, registe tudo em papel desde o início.
6. Crie relações duradouras com fornecedores.
Este mercado é pequeno, e a sua credibilidade depende da sua reputação. Não seja aquele(a) yogi que atrasa pagamentos a fornecedores.
7. Construa um hub online
Vender horas tem um limite muito claro: o dia só tem tantas horas, e cada corpo tem as suas próprias restrições. Criar um hub online - seja com produtos, sessões por Skype, séries por e-mail - é, na minha opinião, a melhor aposta de longo prazo para desenvolver uma fonte de renda passiva.
8. As minhas maiores lições nos Negócios do Yoga
- Você vem em primeiro lugar
- A prática pessoal ajuda a gerir os seus níveis de energia e a manter você longe de lesões
- Construa uma comunidade e uma “base de seguidores”
- Não tente ser bom(boa) em tudo
- Fazer networking é essencial
- “Esgotamento” é real
- Listas de e-mail são mais importantes do que “curtidas”
- Desenvolva uma oferta com preço mais alto
- Aprenda a pedir ajuda
- Fontes de renda passiva são essenciais
- Continue a aprender
- Apoie e interaja com outros(as) professores(as) de Yoga
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário