Rede neural reexaminou os dados do TESS e revelou dezenas de mundos antes desconhecidos
Pesquisadores do Reino Unido e da Argentina desenvolveram um algoritmo que voltou a vasculhar observações de arquivo do telescópio orbital TESS e ajudou a confirmar a existência de mais de 100 exoplanetas. O achado chama ainda mais atenção porque cerca de 30 desses mundos nem sequer apareciam nas listas de candidatos, o que torna o resultado especialmente relevante para a astronomia atual.
Como o algoritmo analisou as observações do TESS
A ferramenta foi pensada como um sistema de processamento automático de imagens: ela identifica variações muito sutis no brilho das estrelas, que surgem quando um planeta passa em frente ao disco estelar. Esse mesmo princípio já havia sido explorado pela missão anterior, o Kepler, mas as técnicas mais recentes com IA tornaram a leitura dos dados muito mais rápida e simples.
O que a equipe conseguiu confirmar e catalogar
"Conseguimos confirmar a existência de 118 exoplanetas e identificar 2 mil possíveis candidatos a esse status, cerca de mil dos quais não eram conhecidos anteriormente. Com isso, foi possível montar, até agora, o catálogo mais detalhado de planetas que orbitam a uma distância incomumente pequena de suas estrelas, o que vai ajudar a selecionar os alvos mais interessantes para estudo."
Marina Lafarga, astrônoma da Universidade de Warwick (Reino Unido)
Por que a IA reduz o trabalho manual e aumenta a eficiência
Antes, os cientistas precisavam checar manualmente milhares de sinais, já que oscilações parecidas na luz podem ser provocadas por processos internos das próprias estrelas. Por isso, apesar de o TESS ter encontrado quase 8000 candidatos, apenas cerca de 700 planetas foram confirmados. A nova abordagem pode elevar drasticamente a eficiência da busca e acelerar a identificação de objetos raros, incluindo potenciais análogos da Terra.
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