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NASA acelera retorno à Lua com Artemis 2 e mira 6 de fevereiro

Homem verifica anotações perto de capacete espacial, tablet e três astronautas com bandeiras da China em uniforme branco.

A NASA quer retomar rapidamente as missões rumo à Lua. O plano prevê um primeiro voo tripulado já em fevereiro, com a Artemis 2.

Em vez de ficar no campo das intenções, o retorno ao nosso satélite passou a ter um calendário mais palpável: a agência pretende realizar, nos próximos anos, novas missões com astronautas, e a Artemis 2 pode inaugurar essa nova fase com um voo tripulado em torno da Lua. O objetivo dessa etapa não é levar pessoas a pousar na superfície lunar, e sim colocar os módulos e sistemas à prova em condições reais durante uma missão com tripulação.

Calendário e preparativos no Centro Espacial Kennedy

A NASA definiu uma data-alvo: 6 de fevereiro, caso as condições sejam favoráveis. Até lá, os preparativos seguem em ritmo acelerado. Em 17 de janeiro, acontece um marco importante: o foguete SLS e a nave Orion, que serão usados na missão, sairão do prédio de montagem e serão levados até a plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O deslocamento é de pouco mais de 6 quilômetros e deve levar 12 horas.

Objetivo Lua com Artemis 2

De acordo com a própria NASA, ainda há uma série de verificações a concluir - e a missão já enfrentou alguns contratempos. Um exemplo foi um cabo do sistema de voo que estava deformado e precisou ser substituído. Uma válvula de pressurização da nave também apresentou problemas.

As últimas checagens serão feitas diretamente na plataforma de lançamento, inclusive com a participação dos astronautas da Artemis 2: Redi Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. No fim de janeiro, está prevista uma repetição geral do lançamento antes do evento de fato, justamente para treinar e repetir procedimentos várias vezes antes do dia decisivo. A NASA ressalta que, se surgir algum problema crítico, pode até devolver a nave e o foguete ao prédio de montagem, o que atrasaria a missão.

O que será testado no voo tripulado

A partir de 6 de fevereiro, no cenário mais otimista, os astronautas embarcarão no primeiro voo tripulado dessa campanha. A proposta não é fincar o pé no terreno rochoso do satélite, mas executar um voo de teste em órbita terrestre alta por 10 dias. A ideia é validar sistemas de suporte à vida, trajetória, manobras necessárias e, em geral, confirmar que tudo está em ordem para as próximas missões.

Por que o retorno à Lua voltou a ganhar força

Durante décadas, ouvir falar em voltar à Lua virou quase uma promessa recorrente. Agora, porém, o avanço parece mais concreto. Há interesse científico, mas sobretudo econômico e ligado à segurança: o impulso para a missão veio de Donald Trump, que colocou a Lua como um objetivo central do seu mandato. Seria uma forma de "garantir a superioridade espacial dos Estados Unidos", num momento em que a China se mostra cada vez mais ativa na área.

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