A Hyundai é diferente. A marca coreana - que, como já vimos, também carrega um certo sotaque alemão - é a única fabricante no mundo capaz de transformar pedras em automóveis.
E não, transformar pedras em automóveis não é uma figura de estilo. É literalmente isso que a Hyundai faz.
Como, onde e por que ela faz isso? É o que você vai entender neste especial Espaço Hyundai, com o apoio da Hyundai Portugal.
Transformar pedras em automóveis. Como assim?
Em 1920, Henry Ford teve um insight revolucionário. Em vez de comprar de fornecedores externos os componentes do Model T, ele decidiu produzir tudo dentro de casa. A lógica era direta - e continua atual: “quanto maior for o controlo sobre a produção, maior é o controlo sobre o produto final”, escreveu o historiador Robert Kreipke ao explicar a estratégia desse visionário da indústria automotiva.
Trazendo a ideia para os dias de hoje, a Hyundai levou essa noção de controle total da produção a um patamar inédito no setor. A marca acompanha a qualidade dos seus carros desde o instante em que eles ainda são apenas “pedras”. E isso ajuda a entender, em parte, a garantia Hyundai “daqui até a Lua”.
Em outras palavras: a Hyundai é a única marca do mundo que produz o aço com que são fabricados os seus automóveis.
Como você sabe, o aço - uma variação do ferro com menor teor de carbono -, ao contrário dos metais nobres, não aparece na natureza em estado pronto para uso. Antes de passar por processos industriais, o ferro (a matéria-prima de onde vem o aço) é apenas um minério, sem utilidade prática.
Como a Hyundai transforma “pedras” em aço? O caminho é simplesmente impressionante - tanto pelo tamanho da operação quanto pela tecnologia envolvida. É isso que veremos a seguir.
O “monstro” de Dangjin (Hyundai Steel)
Além de automóveis, o universo Hyundai também se espalha por outras áreas - navios, pontes, edifícios, máquinas etc. Dentro desse ecossistema do “gigante coreano”, está a Hyundai Steel, a divisão encarregada de produzir o aço usado pela Hyundai em toda a sua atividade.
Entre as estruturas da Hyundai Steel, uma das que mais chama atenção é uma fábrica localizada em Dangjin, ao sul de Seul, capital da Coreia do Sul.
A Dangjin Integrated Steelworks - nome pelo qual essa unidade é conhecida - tem dimensões gigantescas. São 7,4 milhões de m² de área construída (o equivalente a 770 campos de futebol) e capacidade anual de 11,4 milhões de toneladas de aço.
É dessa “mega-fábrica” que sai o aço que abastece a maior fábrica de automóveis do planeta: a planta de Ulsan. Ali, nasce um Hyundai a cada… dez segundos. No total, mais de 1,5 milhões de carros por ano.
Monstro verde
Mesmo com todo esse porte, a Dangjin Integrated Steelworks está entre as siderúrgicas mais ecológicas do mundo. Embora a instalação seja dividida em três distritos (por causa do tamanho), todos os prédios são fechados e cobertos.
O objetivo destas coberturas é não contaminar a atmosfera com as poeiras, fumos e resíduos decorrentes da atividade siderúrgica.
Na prática, isso quer dizer que, desde o momento em que a matéria-prima chega ao porto de Ulsan por navios (também produzidos pela Hyundai), o minério destinado à produção de aço não volta mais a ver a luz do dia. É dentro desses armazéns que se encontram algumas das maiores pontes rolantes do mundo.
Outro detalhe marcante da fábrica de Dangjin é a capacidade de reciclar aço proveniente de barcos, navios, carros e máquinas pesadas que já cumpriram seu ciclo. Existe um distrito dedicado exclusivamente a dar uma segunda vida a esse material.
A atenção ambiental também não se limita à prevenção. A Hyundai investe ativamente parte do seu orçamento no reflorestamento da região ao redor de Ulsan (já foram plantadas mais de 600 000 árvores na localidade) e na revitalização das áreas verdes da cidade.
Tudo isso para que os 1,3 milhões de habitantes - dos quais mais de 50% trabalham ou já trabalharam direta ou indiretamente para a Hyundai - tenham mais qualidade de vida.
Essa preocupação com o fator humano, aliás, é algo que a Hyundai traz no seu ADN. Quando Chung Ju-Yung fundou a empresa, fez uma promessa: todos os colaboradores teriam direito a uma refeição diária gratuita. A iniciativa começou nos anos 50, num período em que a Coreia do Sul enfrentava uma crise econômica severa. Hoje, Ulsan é a cidade mais rica do país - e a medida segue em vigor.
Por que produzir o próprio aço? Consequências práticas
Depois de entender como e onde a Hyundai produz o aço usado nos seus automóveis, falta responder ao principal: por que ela faz isso. Para chegar lá, é importante perceber o papel do aço nos carros modernos.
Desde 1930, o aço é a matéria-prima número 1 na fabricação automotiva, substituindo aos poucos a madeira. Por ser fácil de trabalhar, ter alta rigidez torcional e boa resistência ao envelhecimento, o material virou a escolha preferida da indústria.
Mas hoje a função do aço vai bem além. Segurança, ecologia e prazer ao dirigir passaram a pesar tanto quanto os fatores tradicionais. Por isso, do começo do século XXI até agora, a rigidez dos chassis evoluiu de 500 megapascais (MPa) para 1500 MPa.
Isso só se tornou possível com um investimento pesado em tecnologia - uma tecnologia que a Hyundai domina.
Nem todo aço é igual
A qualidade do aço virou um dos pilares na qualidade percebida de um automóvel. Mesmo escondido sob várias camadas de tinta, o tipo de aço empregado muda tudo.
Além de dar forma ao carro, é o aço que ajuda a proteger os ocupantes. Hoje, todos os Hyundai usam aços de alta resistência na composição dos perfis do chassi - do mais prático e acessível Hyundai i10 ao mais exclusivo Hyundai Tucson.
No caso do urbano Hyundai i10, 37% do chassi é feito em aço de alta resistência. Essa fração está concentrada principalmente na célula de segurança do habitáculo, a última linha de defesa para os ocupantes num acidente. Os demais perfis são projetados para absorver a energia do impacto e reduzir as chances de lesão.
Já o Hyundai Tucson é, simplesmente, o SUV com maior resistência à torção do seu segmento. Isso impacta não só a segurança, mas também a suavidade e a sensação de solidez de todo o conjunto.
É graças à evolução na produção de aço que a Hyundai consegue construir carros mais seguros, mais leves e mais ecológicos. Como exemplo, o chassi do novo Hyundai i30, em comparação com o antecessor, ficou 28 kg mais leve, mesmo sendo 22% mais rígido.
São números que chamam atenção e deixam claro o esforço da marca coreana em um objetivo bem específico: ser a marca asiática nº 1 da Europa até 2021. Não aposte contra eles…
Novo Hyundai i30
NovoHyundaii30
Um amor mais forte do que o aço ❤️
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Publicado por Hyundai Portugal em segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
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