Com o andamento das provas de mar e dos testes de imersão do novo submarino Hai Kun (SS-711), a Marinha de Taiwan passou a traçar planos para incorporar um novo navio de resgate submarino - uma capacidade considerada essencial à medida que o país amplia e moderniza sua força de submarinos. A iniciativa indica uma visão mais completa do programa de construção: além de novas plataformas de combate, também entram na conta os meios para assegurar emprego com margens de segurança, sustentação operacional e atuação em missões de busca e salvamento.
Hai Kun (SS-711) e o programa nacional de submarinos de defesa (ISD)
O anúncio ocorre em um momento decisivo para o programa de submarinos taiwanês, impulsionado pelos avanços do Hai Kun, o primeiro submarino de projeto e construção locais. De acordo com os informes mais recentes, a embarcação já teria realizado sua primeira imersão - um marco central na fase de testes - após meses de atrasos e de ajustes técnicos. Essa etapa integra uma campanha ampla voltada a comprovar os sistemas de propulsão, controle, segurança e habitabilidade antes da futura incorporação ao serviço ativo.
Hoje, o Hai Kun é o pilar do programa nacional de submarinos de defesa (ISD, na sigla em inglês), com o qual a Marinha de Taiwan pretende diminuir a dependência externa e reforçar uma de suas capacidades militares mais sensíveis. Nesse contexto, a entrada em serviço dessa nova classe de submarinos traz, inevitavelmente, a demanda por infraestrutura e, sobretudo, por meios de apoio específicos - incluindo unidades preparadas para responder a emergências envolvendo submarinos.
Limitações atuais da Marinha de Taiwan em resgate e salvamento
No momento, o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan analisa o projeto e a futura construção de um navio especializado em operações de resgate de submarinos sinistrados. Trata-se de uma capacidade que, hoje, é restrita na Marinha taiwanesa, que dispõe de dois navios de resgate e salvamento comprados dos Estados Unidos há décadas: o ROCS Da Hu (ARS-552) e o ROCS Da Juen (ARS-556). Essas unidades são remanescentes, respectivamente, das classes Diver e Bolster, e foram comissionadas pela US Navy durante a Segunda Guerra Mundial.
Embora o projeto ainda esteja em fase inicial, autoridades do ministério já reconhecem a necessidade de contar com um meio dedicado diante do aumento gradual da atividade submarina na região - tanto da própria Marinha de Taiwan quanto de forças aliadas.
O que se espera do novo navio de resgate submarino
Considerando o que já existe em operação em outros países, um futuro navio de resgate submarino permitiria à Marinha de Taiwan executar missões de assistência, localização e salvamento de tripulações, além de realizar apoio técnico em cenários de acidentes. Em geral, esse tipo de plataforma reúne sistemas de posicionamento dinâmico, veículos operados remotamente (ROV), campanas de resgate e câmaras hiperbáricas - recursos que Taiwan não possui de forma dedicada.
Analistas locais apontam que o planejamento do navio não atende apenas à segurança operacional; ele também carrega uma mensagem política e estratégica: evidenciar que o país está estruturando uma força submarina completa e autossuficiente, apta a sustentar operações prolongadas em um ambiente marítimo cada vez mais disputado.
Por fim, apesar das especulações e dos atrasos que marcaram suas fases iniciais, o avanço do submarino Hai Kun começa a se desenhar como um dos empreendimentos mais ambiciosos de Taiwan em décadas. As autoridades de Taipé não se limitam a colocar essa primeira unidade em serviço com sucesso: elas também mantêm como meta a construção de uma frota de até oito submarinos de projeto local.
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