A Lamborghini não vai mais colocar na rua nenhum modelo 100% elétrico. A confirmação veio de Stephan Winkelmann, diretor executivo da marca italiana, ao reconhecer que a demanda por esse tipo de proposta no universo dos superesportivos não está acompanhando as expectativas.
Em entrevista ao The Sunday Times, o executivo afirmou que desenvolver um carro elétrico trazia o risco de virar “um hobby muito caro” para a fabricante - e, por esse motivo, o plano de criar um elétrico acabou cancelado.
Winkelmann foi além e disse que a “curva de aceitação” dos carros a bateria, dentro do público-alvo da Lamborghini, parou de evoluir e está “perto de zero”.
Por que a Lamborghini desistiu do 100% elétrico
Segundo o CEO, o encerramento do plano não foi uma decisão tomada no impulso. Ele contou que vinha avaliando «matar» o projeto do Lanzador desde o começo de 2025 e que, no fim das contas, o fez de forma discreta no final do ano. “A decisão foi tomada após mais de um ano de debate interno contínuo, envolvendo clientes, concessionários, análises de mercado e dados globais”, explicou.
Nesse processo, a empresa concluiu que seus compradores valorizam “à experiência emocional” proporcionada pelos modelos da marca - algo que, por enquanto, os elétricos ainda não entregam.
“Os elétricos, na sua forma atual, sentem dificuldade em proporcionar esta ligação emocional específica”, admitiu, reforçando que o som do motor segue como um argumento de venda decisivo no segmento de carros de luxo.
O que era o protótipo Lanzador
Vale lembrar que, em 2023, a Lamborghini apresentou o Lanzador na Monterey Car Week, na Califórnia (EUA). O protótipo era apontado como base para o primeiro 100% elétrico da marca, com estreia mundial prevista para 2028.
Na época, o Lanzador chamou atenção pelo visual agressivo - característica recorrente nos modelos da “casa” de Sant’Agata Bolognese - e também pelos números divulgados, com destaque para a potência: mais de 1000 kW (1360 cv).
E agora, Lamborghini?
Winkelmann foi direto ao dizer que o projeto do Lanzador - ao menos do jeito que foi apresentado - está «morto». Ainda assim, se os elétricos não parecem fazer sentido para a fabricante italiana neste momento, o mesmo não vale para a eletrificação, que continua nos planos.
Por isso, em vez de lançar um 100% elétrico, a Lamborghini deve apostar em um híbrido plug-in. Mais do que isso: a meta é que, em 2030, toda a gama seja híbrida plug-in, enquanto Winkelmann reafirma que a marca seguirá produzindo motores a combustão “durante o maior tempo possível”.
“Os híbridos plug-in oferecem o melhor dos dois mundos, combinando a agilidade e o binário instantâneo dos elétricos com a emoção e a entrega de potência do motor de combustão interna”, disse.
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