Portugal sobe no ranking populacional da UE
Com a atualização da população residente divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no mês passado, Portugal avançou uma posição no ranking dos países mais populosos da União Europeia, passando a ocupar o nono lugar. No total, há 11 424 031 pessoas vivendo em Portugal, das quais 1 597 539 são cidadãos estrangeiros (14% do total).
População da União Europeia cresce pelo quinto ano seguido
Segundo um balanço divulgado nesta sexta-feira pelo Eurostat, o órgão estatístico da União Europeia, em 1º de janeiro de 2026 existiam 452 milhões de habitantes nos 27 Estados-membros, um acréscimo de 706 mil em relação ao ano anterior. Trata-se do quinto aumento populacional consecutivo, depois da queda registrada em 2021, durante a pandemia de covid-19. O Eurostat destaca que, desde 2012, o crescimento natural negativo (mais óbitos do que nascimentos) tem sido compensado pela imigração. Esse foi, inclusive, o fator que levou ao crescimento populacional em dez países entre 2025 e 2026 - Portugal entre eles.
Países com maior alta e países em queda
No intervalo de um ano, a população aumentou em 16 países. O maior avanço ocorreu em Malta (mais 24,1 por mil habitantes), que é o país menos populoso da UE (0,6 milhões). Com 83,5 milhões de habitantes, a Alemanha lidera a tabela, seguida por França, Itália, Espanha e Polônia. Esses cinco países reúnem dois terços da população da UE.
Portugal aparece na nona posição, atrás dos cinco já citados e também de Romênia, Países Baixos e Bélgica. A classificação foi elaborada com base em dados enviados ao Eurostat até junho deste ano, mês em que o INE revisou o total de residentes em Portugal. A principal novidade dessa revisão estatística foi a contagem de cidadãos estrangeiros. Em 2024, o INE havia contabilizado apenas 177 557 imigrantes. No conjunto, a população residente cresceu 0,32%.
Ainda no panorama europeu, 11 países registraram diminuição da população, incluindo Letônia (menos 8,3 por mil habitantes), Estônia (menos 6,8) e Hungria (menos 5,4). "Não conseguiram que o crescimento natural negativo fosse compensado com o efeito da migração líquida positiva", justifica o Eurostat.
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