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Adiamento das classificações dos exames nacionais do Ensino Secundário prolonga ansiedade e preocupa Fenprof e Andaep

Adolescente concentrado estudando com laptop, celular e materiais escolares em mesa organizada.

O adiamento na divulgação das classificações dos exames nacionais do Ensino Secundário está estendendo a ansiedade de milhares de famílias. Com a mudança no calendário, muita gente precisou repensar férias já marcadas, e permanece a dúvida sobre a possibilidade de novos atrasos. Para a Fenprof, o efeito na rotina de estudantes e responsáveis é "tremendo" e pode até interferir no acesso ao Ensino Superior.

Alterações no calendário dos exames nacionais do Ensino Secundário

A segunda fase dos exames passa a acontecer entre 20 e 24 de julho, em vez de 16 a 22. Já a correção/classificação das provas da primeira fase foi estendida até o dia 14, e a afixação das pautas foi postergada de 14 para 17 de julho.

Reação da Andaep e receios de novos atrasos

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), Filinto Lima, avalia que a decisão do Ministério da Educação foi "prudente", mas reconhece que não existe garantia de que o novo cronograma será cumprido. "O processo começou muito mal desde o início e eu espero que acabe bem no dia 17 de julho", disse o diretor ao JN.

Mesmo assim, ele ressalta que a alteração "traz constrangimentos às famílias, aos alunos, aos professores, a quem já marcou férias e às próprias escolas".

Problemas na digitalização e na plataforma de classificação eletrônica

Na leitura de Filinto Lima, a raiz das dificuldades está na digitalização das provas e na plataforma usada para a classificação eletrônica. Embora torça para que as pautas sejam publicadas em 17 de julho, ele admite incerteza: "Quero muito que isso aconteça, mas neste momento não tenho a certeza".

Processo "seriamente comprometido"

José Feliciano Costa, um dos secretários-gerais da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), também considera que o adiamento era inevitável, mas entende que a decisão expõe fragilidades sérias no novo sistema. Segundo o dirigente, a digitalização de cerca de 800 mil páginas "falhou". Ele menciona relatos de exames incompletos, folhas trocadas e obstáculos para acessar as plataformas - situações que, afirma, podem colocar em causa "a seriedade do processo".

Para a Fenprof, o impacto sobre as famílias é "tremendo". Além de férias que precisaram ser remarcadas, Feliciano Costa aponta como mais grave a incerteza gerada em relação ao acesso ao Ensino Superior e ao percurso acadêmico de milhares de jovens. O sindicato admite que talvez sejam necessárias medidas excepcionais, mas sustenta que cabe ao Governo encontrar uma solução para um processo "seriamente comprometido".

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