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Teledyne FLIR Defense apresenta o microdrone Black Recon na Eurosatory, em Paris

Militares operando drones próximos a veículo blindado em ambiente externo durante simulação ou patrulha.

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A Teledyne FLIR Defense apresentou o novo microdrone Black Recon durante a recente edição da feira Eurosatory, realizada em Paris. A Zona Militar conversou com um porta-voz da empresa para entender melhor os detalhes dessa nova adição à família de sistemas aéreos não tripulados (UAS) do fabricante.

Clientes e testes iniciais do Black Recon

Questionada pela Zona Militar sobre a existência de clientes para o novo drone, a companhia informou com exclusividade que “assinamos contratos com dois clientes europeus e as conversas continuam com outros potenciais compradores fora dos Estados Unidos”, acrescentando que “também esperamos realizar testes com o Exército dos Estados Unidos mais adiante neste ano”.

Concebido especificamente para ser transportado a bordo de veículos, o Black Recon busca entregar ao meio terrestre uma capacidade de vigilância aérea rápida. A empresa confirmou à Zona Militar que “os primeiros voos ocorreram durante o inverno passado na Noruega. Ele foi testado internamente em um veículo Ford Raptor”. (O sistema também pode ser empregado na vigilância de instalações militares).

Como funciona o sistema embarcado no veículo

Em comunicado à imprensa de 15 de junho, a empresa explicou que o Black Recon permite que as tripulações lancem, operem, recuperem e recarreguem até três sistemas aéreos não tripulados sem sair da plataforma, diminuindo riscos e acelerando o processo de decisão.

A Teledyne FLIR também ressaltou que o microdrone foi pensado para missões de reconhecimento, vigilância e aquisição de alvos (RSTA, na sigla em inglês). Após o término da tarefa, a plataforma retorna ao lançador para captura, acoplamento e recarga. Um veículo é capaz de controlar, ao mesmo tempo, até três sistemas Black Recon.

A empresa acrescentou que cada sistema Black Recon inclui três microdrones, o que significa que “um único operador pode controlar os três a partir de um veículo ou de uma instalação fixa”. O porta-voz detalhou à Zona Militar como a Teledyne FLIR visualiza a operação do conjunto por tropas embarcadas: enquanto um drone executa a missão de reconhecimento, um segundo volta à estação-base para recarregar e um terceiro permanece no contêiner, pronto para o lançamento. “Dessa forma, a plataforma Black Recon fornece consciência situacional persistente 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou a empresa.

Desempenho, sensores e integração com o Black Hornet 4

A plataforma oferece autonomia de voo entre 50 e 60 minutos, velocidade máxima de 25 metros por segundo e peso inferior a 450 gramas. Segundo a ficha técnica do produto, o Black Recon pode ser lançado automaticamente em menos de 30 segundos e recuperado em menos de 45 segundos. O microdrone tem alcance de até seis quilômetros.

O sistema pode receber sensores térmicos e ópticos para fornecer imagens em tempo real e dados de aquisição de alvos. Além disso, consegue operar em ambientes sem disponibilidade de sinal de sistemas globais de navegação por satélite (GNSS), apoiando-se em sensores avançados e em sistemas de navegação visual. O Black Recon ainda dispõe de módulos de missão opcionais de 100 gramas voltados a capacidades futuras de letalidade, sensores especializados e cargas úteis para detecção de ameaças CBRN (químicas, biológicas, radiológicas e nucleares).

Por fim, o Black Recon é compatível com o nanodrone Black Hornet 4, também desenvolvido pela empresa. Ao ser consultada pela Zona Militar sobre essa capacidade, a companhia esclareceu que “o lançamento autônomo dos drones Black Recon a partir do contêiner é feito por meio de um dispositivo de controle específico”. Ainda assim, a principal vantagem do emprego combinado do Black Hornet 4 com o Black Recon é que “ambos podem ser controlados em voo por meio de um mesmo controlador comum”.


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