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iPhone dobrável da Apple pode atrasar e ter estoque limitado

Jovem manuseando celular dobrável em loja de tecnologia com pessoas ao fundo em fila.

Há anos, muitos fãs da Apple aguardam um iPhone dobrável. A expectativa é que ele finalmente seja anunciado ainda este ano, mas a estreia pode acabar ficando para depois - em um cenário semelhante ao do iPhone X, em 2017. Além disso, a disponibilidade inicial tende a ser bem restrita, o que pode levar quem conseguir comprar o iPhone dobrável a revendê-lo na internet por até o dobro do preço.

Enquanto a Samsung vende smartphones dobráveis desde 2019, a Apple evitou esse formato por bastante tempo. Agora, porém, a empresa de Cupertino deve entrar de vez na categoria com um iPhone dobrável, que a imprensa já chama de “iPhone Fold” ou “iPhone Ultra”. O problema é que, segundo os indícios atuais, os fãs da Apple talvez precisem esperar mais do que o previsto para colocar as mãos nesse modelo inédito. E quem fizer questão de comprar no dia do lançamento pode ter de pagar muito caro por isso. É o que aponta o conhecido analista Ming Chi Kuo, em uma nota publicada em sua conta no X.

Um lançamento adiado e produção limitada no começo

Em linhas gerais, por se tratar de um tipo de iPhone totalmente novo, a Apple pode repetir uma estratégia de lançamento parecida com a do iPhone X, em 2017. O iPhone dobrável deve ser apresentado em setembro, mas, ao contrário do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max, ele só chegaria às lojas no último trimestre de 2026. Além disso, o estoque da Apple no lançamento pode ser baixo, já que o ritmo de fabricação ainda estaria lento.

Com isso, o iPhone dobrável pode esgotar já na abertura das pré-vendas, e os prazos de entrega após o início das vendas podem aumentar rapidamente. Nesse tipo de cenário, é comum aparecerem revendedores tentando se aproveitar da demanda para colocar o aparelho à venda por valores muito elevados online. “[…] o iPhone dobrável pode ficar sem estoque assim que as pré-encomendas forem abertas, com os prazos de entrega se estendendo rapidamente para 4 a 6 semanas, ou mais, e permanecendo nesse patamar até dezembro. A oferta inicial limitada, um design muito reconhecível e uma experiência de usuário inovadora devem contribuir para um ágio de revenda no curto prazo; *não seria surpresa ver preços de revenda 50 a 100 % acima do preço oficial*.” escreve Ming Chi Kuo. E, ao que tudo indica, esse preço oficial já deve ser bem alto.

Uma situação mais complicada do que a do iPhone X

O analista, conhecido por informações sobre futuros iPhones, lembra que, em 2017, a Apple conseguiu normalizar a oferta do iPhone X ainda em 2017. Mas ele alerta que, no caso do iPhone dobrável, a situação tende a ser mais difícil.

Isso porque a empresa de Cupertino supostamente planeja produzir apenas 7 a 8 milhões de unidades no primeiro semestre de 2026, devido aos custos elevados e às dificuldades de fabricação associadas ao iPhone dobrável. E somente 10 % do volume previsto seria produzido no terceiro trimestre.

O que achamos

De toda forma, a entrada da Apple nesse mercado deve trazer novidade e aumentar a pressão competitiva (e talvez até impulsionar a procura por esse tipo de aparelho). Aliás, a Samsung já começou a provocar, em tom de “teaser”, a chegada do futuro rival desse iPhone dobrável.

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