Proposta da FAA e o que pode mudar
Em 30 de junho, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) apresentou uma proposta para derrubar a restrição que, desde 1973, impede aeronaves civis supersônicas de sobrevoarem áreas terrestres no país.
A ideia é substituir a proibição histórica por uma regulamentação guiada por critérios de ruído. Com isso, pode-se abrir espaço para uma nova etapa da aviação supersônica civil, sem os incômodos estrondos sônicos.
De acordo com a FAA, houve avanços relevantes tanto em tecnologia quanto em técnicas modernas de pilotagem, o que permitiria operar esses aviões com segurança e evitar que o estrondo produzido pelas ondas de choque alcance o solo.
Por que o estrondo sônico levou à proibição
O ruído em questão é gerado principalmente nas extremidades do nariz e da cauda da aeronave. Esse efeito foi o fator central para a manutenção da proibição por mais de cinco décadas.
Limite de sobrepressão e o “Mach cut-off”
A regra proposta - voltada apenas a operações em rotas de voo - estabelece que o nível de sobrepressão do estrondo sônico na superfície não pode superar 0,11 libra por polegada quadrada.
Esse patamar pode ser atingido por meio do fenômeno chamado de “Mach cut-off”. Nesse cenário, a combinação de condições atmosféricas, altitude e velocidade faz com que o estrondo sônico seja desviado para a atmosfera, reduzindo de forma significativa o impacto sonoro percebido no solo.
Durante um voo em “Mach cut-off”, ainda pode haver a emissão de um som discreto, descrito como um murmúrio ambiente, conforme medições da NASA. A empresa americana Boom Supersonic já exibiu essa tecnologia com o protótipo XB-1 em fevereiro de 2025.
Regras futuras para decolagem e pouso
Além disso, a FAA informou que pretende publicar ainda este ano normas específicas para controlar o ruído nas etapas de decolagem e pouso de aeronaves supersônicas.
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