O lançamento do foguete Pegasus XL, que levará a espaçonave de serviço robótico LINK da Katalyst Space para reposicionar o Observatório Neil Gehrels Swift da NASA na órbita correta, foi adiado por causa de condições meteorológicas desfavoráveis.
Nova janela de lançamento do Pegasus XL
A próxima tentativa está prevista para não antes de quarta-feira, 1º de julho, às 21h43 (UTC+12), o que corresponde a 12h43 no horário de Brasília. O Pegasus XL, da Northrop Grumman, viaja acoplado sob a fuselagem do avião Lockheed L-1011 Stargazer, que decolará do Atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico.
Missão da LINK da Katalyst Space para o Swift
A LINK é uma espaçonave de serviço robótico desenvolvida pela startup norte-americana Katalyst Space especificamente para esta missão, cujo objetivo é estender a vida útil científica do Swift.
Não haverá transmissão ao vivo do lançamento. Mesmo assim, a NASA seguirá publicando atualizações por escrito no blog do Swift, mantido pela agência.
O que acontece após a LINK entrar em órbita
Depois de alcançar a órbita, a primeira tarefa da equipe da Katalyst será obter um sinal da espaçonave, confirmando que os painéis solares foram acionados e que os sistemas de energia estão operando normalmente. Em seguida, a LINK passará por várias semanas de verificações - uma fase conhecida como comissionamento - na qual controladores em terra ativam e testam diferentes sistemas para assegurar que tudo funciona como previsto.
Com o comissionamento finalizado, a equipe poderá então conduzir manobras para levar a LINK na direção do Swift. À medida que se aproximar, a LINK registrará imagens do Swift e as enviará para o solo, onde times da Katalyst e da NASA vão analisar os pontos planejados para a acoplagem. A etapa de encontro e acoplamento deve ser lenta e cautelosa, e pode levar cerca de um mês.
Quando seus braços robóticos estiverem fixados ao Swift, a LINK poderá iniciar o empurrão gradual do observatório para uma órbita mais alta. Ao longo de alguns meses, a LINK tentará devolver o Swift para perto de sua altitude original de lançamento. Depois disso, a LINK se desacoplará, deixando o Swift em sua nova órbita.
Após a manobra orbital, a NASA poderá reiniciar o sistema completo do observatório e retomar as operações do telescópio em um procedimento semelhante ao realizado com o Swift após o lançamento, em 2004. O retorno à capacidade científica total pode demorar um mês ou mais.
Esses cronogramas são estimativas e podem mudar. A estratégia das equipes inclui flexibilidade para permitir pausas, a avaliação de dados e ajustes sempre que necessário.
Com informações da NASA
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário