A empresa vai imprimir motores por completo
A startup norte-americana Beehive Industries, do estado do Colorado, fechou um contrato de US$ 30 milhões com a Força Aérea dos EUA para dar continuidade ao desenvolvimento de pequenos motores a jato impressos em 3D voltados a drones. O financiamento será usado para integrar os motores às aeronaves, realizar testes de voo e conduzir o processo de certificação do motor principal, o Frenzy 8, além de abrir espaço para uma possível demonstração em voo do modelo mais compacto Frenzy 6.
Frenzy 8 e Frenzy 6: empuxo e comparação de escala
Segundo a empresa, o Frenzy 8 entrega 90 kg de empuxo, enquanto o Frenzy 6 fica em torno de 45 kg. Para efeito de comparação, os motores do caça F-16 geram mais de 13 00 kg de empuxo - o que deixa claro que a Beehive está mirando uma categoria de propulsão muito menor e mais compacta.
Impressão 3D, concorrência e a ideia de “massificação acessível”
A Beehive aposta no fabrico aditivo, isto é, imprimir o motor quase inteiro em uma impressora 3D. De acordo com a startup, esse caminho pode reduzir a dependência de cadeias de fornecimento de componentes complexos, acelerar o desenvolvimento e também baixar o custo.
Nesse mercado, a empresa enfrenta nomes de peso como GE Aerospace, Pratt & Whitney e Honeywell Aerospace. Ainda assim, o plano do negócio não é competir em escala, e sim em rapidez e flexibilidade de produção. Na visão da Beehive, a impressão 3D pode viabilizar uma “massificação acessível”: motores baratos e produzidos depressa para plataformas militares modernas.
Vale lembrar que a fabricação de componentes de aviões a jato com técnicas aditivas não é novidade: desde 2016, a GE, em colaboração com a Safran, produz motores Leap para o Airbus A320neo com uso de tecnologias aditivas. O diferencial do método da Beehive, contudo, é a ambição de imprimir os motores do começo ao fim - por completo.
Observadores do setor avaliam que a procura por soluções desse tipo também cresce fora dos EUA: na China e em outros países, há iniciativas para desenvolver pequenos motores totalmente impressos em 3D destinados a sistemas não tripulados e mísseis.
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