Israel repassa aos Estados Unidos alerta sobre suposto plano
Israel compartilhou com os Estados Unidos informações que indicariam um suposto plano do Irã para assassinar o presidente norte-americano, Donald Trump, segundo informou o jornal "The Wall Street Journal".
De acordo com o diário de Nova York, que cita fontes não identificadas, esses dados foram repassados por Israel a autoridades norte-americanas. Ainda assim, não foram divulgados detalhes sobre como o plano funcionaria nem quem seriam os eventuais responsáveis.
Declarações de Trump e ligação com Soleimani
Em meio a esse cenário, Trump afirmou na quarta-feira, durante a cúpula da OTAN em Ancara, que segue como alvo de possíveis ataques iranianos. Ele disse que há pessoas no Irã que tentam atentar contra a sua vida.
O presidente associou essas ameaças à morte do general iraniano Qasem Soleimani, em 2020, em uma operação dos Estados Unidos determinada durante o seu primeiro mandato.
Autoridades norte-americanas já haviam apontado, anteriormente, ameaças iranianas contra Trump relacionadas ao ataque que matou Soleimani - um nome central da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã -, morto por um drone norte-americano em Bagdá.
Escalada entre Washington e Teerã e preocupações de segurança
O aviso surge em um momento de intensificação das tensões entre Washington e Teerã, marcado por confrontos militares recentes e troca de ameaças.
A nova advertência de inteligência aparece em um dos períodos de maior atrito recente entre os dois países, depois que Washington lançou novos ataques contra alvos iranianos, acusando Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. O Irã reagiu com ataques contra instalações norte-americanas na região.
Trump declarou encerrada a trégua alcançada três semanas antes, após a assinatura de um quadro de entendimento de paz.
O relato sobre o suposto complô se soma às preocupações de segurança em torno do presidente dos Estados Unidos, que tem repetido que o Irã representa uma ameaça direta.
Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um cidadão paquistanês de tentar recrutar pessoas para um plano de assassinato contra o então candidato republicano - acusação que Teerã negou.
Até o momento, nem a Casa Branca nem autoridades iranianas confirmaram publicamente os detalhes do suposto plano de assassinato que, segundo o jornal norte-americano, foi revelado por inteligência israelense.
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