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França começa a multar assinantes de IPTV ilegal e reforça bloqueios no Roland-Garros

Homem sentado no sofá com controle remoto assistindo tênis na TV com palavra blocked na tela.

Agora, nem mesmo os assinantes “comuns” estão mais fora do radar.

Assinantes de IPTV ilegal entram na mira da Justiça

O cerco está apertando para quem, na França, recorre a serviços de IPTV ilegal. Como apontou o site Les Numériques, e em um movimento inédito no país, cerca de vinte internautas do departamento de Pas-de-Calais receberam uma convocação judicial. Em março, o Ministério Público de Arras identificou 19 assinantes de um serviço pirata e aplicou multas individuais de 300 e 400 euros.

Como nossos colegas lembram, até aqui as autoridades costumavam concentrar os esforços em revendedores e fornecedores de IPTV pirata. Ainda assim, pela legislação francesa, pagar por um serviço ilegal se enquadra como receptação de contrafação, sujeita a até cinco anos de prisão e 37500 euros de multa.

Na prática, porém, entende-se que a Justiça não tem aplicado essa punição no limite previsto. Considera-se que existam vários milhões de serviços de IPTV em circulação no país - o que, levado ao pé da letra, significaria colocar um grande número de franceses atrás das grades. Por enquanto, a estratégia parece ser a de intimidar, mirando apenas uma parcela extremamente pequena dos usuários.

IPTV pirata também traz riscos ao usuário

Além do risco jurídico, recorrer à pirataria não é isento de perigo para o internauta. Muitas vezes, o contato é com atores criminosos, o que pode expor o usuário a vírus ou softwares espiões. Também não é incomum que o serviço simplesmente pare de funcionar, e ele não oferece as garantias de uma alternativa legal.

A nova oferta francesa antipirataria

Vale lembrar que, há pouco tempo, passou a valer o bloqueio em tempo real do endereço IP de transmissões piratas durante o torneio de tênis de Roland-Garros. Na prática, servidores ilegais de IPTV ou de sites de streaming pirata podem ser suspensos imediatamente.

Esse novo mecanismo foi testado pela Federação Francesa de Tênis, por emissoras, por provedores de acesso à internet e pela Autoridade de Regulação da Comunicação Audiovisual e Digital (Arcom). Trata-se de uma ferramenta que também é empregada durante a Copa do Mundo de futebol.

Os detentores de direitos fazem a vigilância ao identificar serviços piratas; em seguida, os provedores de internet devem bloquear o endereço IP quando solicitados. Por fim, a Arcom supervisiona todo o funcionamento desse dispositivo.

E você, o que pensa dessas multas e das iniciativas implementadas no país? Compartilhe seu ponto de vista (com calma) nos comentários.

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