Ataque no Mar Negro registrado pela Marinha ucraniana
Imagens tornadas públicas pela Marinha ucraniana em 24 de junho registram um ataque feito por um drone Bayraktar TB-2 - um sistema de aeronave remotamente pilotada (RPA) voltado à vigilância e ao ataque - contra duas embarcações de pequeno porte no Mar Negro. Segundo a divulgação, os dois alvos foram perdidos após o engajamento.
A avaliação predominante é que as embarcações atingidas seriam Veículos de Superfície Não Tripulados (USVs) ligados à Frota Russa.
O vídeo do ataque está disponível na plataforma X, acessível clicando neste link ou na imagem abaixo.
O que as imagens sugerem sobre os alvos e a munição MAM
Nas cenas em infravermelho, é possível ver dois barcos sendo engajados; alguns detalhes sugerem a presença de mastros com sensores ou de tripulantes. Em uma das embarcações, aparece a marcação por iluminação a laser, provavelmente usada para orientar a munição guiada até o ponto de impacto.
Embora a identificação precisa dos meios não tenha sido oficialmente confirmada, a hipótese principal aponta para USVs. Ainda assim, não se descarta que possam ser botes infláveis ou lanchas rápidas.
A munição utilizada, ao que tudo indica, pertence à família MAM - bombas guiadas a laser desenvolvidas pela Roketsan - já empregadas pelo TB-2 nos primeiros momentos da guerra.
Histórico do Bayraktar TB-2 na guerra e perdas registradas
Produzido na Turquia e enquadrado como drone de média altitude e média resistência (MAME), o TB-2 foi entregue a Kiev antes do conflito iniciado em 2022. Com o avanço das operações russas de guerra eletrônica, porém, a aeronave sofreu perdas significativas e quase deixou de aparecer nos combates.
Antes do episódio atual, a última aparição do TB-2 no Mar Negro havia ocorrido em setembro de 2025, quando também teria atacado embarcações e tropas russas na costa.
Desde o começo do conflito, a Ucrânia perdeu ao menos 26 drones TB-2, conforme o registro do fórum Oryx. A publicação United24 atribui esse número à evolução da guerra eletrônica russa e ao emprego de sistemas de defesa aérea Pantsir-S1, Buk e Tor, que teriam restringido de forma acentuada a operação segura de drones lentos e de grande porte.
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