O governo dos Países Baixos chegou a um ponto decisivo sobre o que fazer com o seu avião “presidencial”, já que o rei e outros pilotos deixaram de operar a aeronave e a manutenção também deixou de ser realizada dentro do país.
Por que o Boeing 737-700 VIP PH-GOV virou um impasse
O Boeing 737-700 VIP de fábrica - comercialmente um BBJ1 e registrado como PH-GOV - é usado pelo governo do primeiro-ministro Rob Jetten e também pela família real holandesa. Entre eles está o monarca Willem-Alexander, que, recentemente, parou de voar o Boeing 737, porque a KLM (onde atua como piloto reserva) substituiu os jatos norte-americanos pelos europeus Airbus A321neo.
KLM e Transavia trocam Boeing por Airbus A321neo
A mudança de frota da KLM é justamente o centro do problema. A operação, a manutenção e o fornecimento dos demais pilotos do jato “presidencial” são feitos por contrato com a própria KLM. Como a companhia está aposentando seus Boeings em ritmo acelerado, ela comunicou ao governo que, em breve, não manterá mais uma base de manutenção do 737 em Amsterdã e, por isso, deixará de atender o PH-GOV.
A Transavia Airlines, que também integra o Grupo KLM, vive cenário parecido: começou a trocar os 737 pelos A321neo antes mesmo da empresa-mãe. Assim, sobrariam como alternativas apenas a TUI fly local (controlada por um grupo alemão) ou a Corendon Dutch (subsidiária de um grupo turco). Em ambos os casos, porém, os aviões operados são o 737 MAX, e não o 737 NG.
Custos, dependência externa e a hipótese de um Airbus ACJ
Em qualquer uma das opções, o custo tanto da manutenção da aeronave quanto de manter pilotos habilitados tende a ser maior, além do fator de depender de um grupo estrangeiro. Com isso, o governo dos Países Baixos estaria estudando trocar o 737-700 por um jato da Airbus, segundo o portal local AirOnline.
O PH-GOV foi adquirido novo de fábrica em 2018, sendo, portanto, uma aeronave relativamente recente. Ainda assim, o desembolso para comprar um novo avião presidencial pode encontrar forte resistência política, enquanto a fila de espera por um jato VIP da Airbus, da família ACJ, já se estende para depois de 2030.
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