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Reino Unido confirma Projeto NYX para drones de combate colaborativo com AH-64E do Exército Britânico

Dois soldados em uniforme tático inspecionam helicóptero militar próximo a equipamentos eletrônicos em base aérea.

Com um comunicado oficial publicado em 24 de janeiro, o Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou que sete empresas vão disputar o desenvolvimento e a produção de novos drones de combate colaborativo, previstos para operar em conjunto com os AH-64E do Exército Britânico. O programa, batizado pela pasta como Projeto NYX, tem como foco acelerar a obtenção de uma plataforma não tripulada capaz de complementar helicópteros de ataque em missões de reconhecimento e vigilância, aquisição de alvos e guerra eletrónica.

Reforçando a posição oficial, o ministro de Preparação para a Defesa e Indústria, Luke Pollard, declarou: “Estes drones do futuro farão com que o Exército britânico seja mais efetivo e letal ao melhorar a nossa capacidade de atacar, sobreviver e ganhar no campo de batalha. O Projeto NYX representa a vanguarda da Estratégia Industrial de Defesa e trabalha com os principais parceiros da indústria britânica para garantir que o Reino Unido se mantenha na vanguarda da tecnologia militar autónoma.

Projeto NYX: licitação e empresas candidatas

Pelos detalhes disponíveis até aqui, a atual chamada de licitação acontece depois da conclusão de uma fase anterior de pré-qualificação, finalizada no ano passado, que resultou numa lista definida de empresas com presença local: Anduril Industries (por meio da sua sede no Reino Unido), BAE Systems, Leonardo MW, Lockheed Martin UK, Syos Aerospace UK, Tekever e Thales UK. A partir desse grupo, como foi descrito, o governo britânico pretende avançar para uma etapa seguinte do projeto em março deste ano com apenas quatro candidatos, que terão a possibilidade de desenvolver um demonstrador conceptual com o objetivo de alcançar a Capacidade Operacional Inicial em 2030.

Inteligência artificial e o conceito “Comandado, não controlado”

Em particular, é esperado que os novos drones venham equipados com sistemas avançados de inteligência artificial, voltados a permitir uma capacidade de tomada de decisão independente e adaptável, conforme as circunstâncias do ambiente operacional em que forem empregados. A lógica por trás disso, segundo o próprio governo britânico, é reduzir a carga enfrentada pelos pilotos ao atuar em cenários altamente hostis, o que também impactaria o efetivo necessário destacado para cada missão. Nesse contexto, as autoridades britânicas utilizam o conceito “Comandado, não controlado”.

Expansão de sistemas não tripulados nas Forças Armadas britânicas

Por outro lado, Londres afirmou que estes trabalhos se inserem num esforço mais amplo para dotar as Forças Armadas britânicas com um maior número de sistemas não tripulados, ampliando capacidades já existentes hoje, tanto em variedade quanto em quantidade. A intenção de incorporar essas novas tecnologias está entre os passos delineados na mais recente Revisão Estratégica de Defesa, na qual ficou estabelecido que o país dependerá desses novos desenvolvimentos para manter a letalidade das suas forças no futuro.

AH-64E Apache do Exército Britânico e a base para operar com drones

Por fim, vale lembrar que o Exército Britânico já conta, desde o ano passado, com uma frota composta por 50 helicópteros AH-64E Apache fabricados pela Boeing, distribuídos principalmente na base de Wattisham (condado de Suffolk), enquanto algumas unidades destinadas ao treino de tripulações foram enviadas ao Centro de Aviação do Exército em Middle Wallop (Hampshire). Mesmo sem considerar os drones de combate colaborativo mencionados, estes helicópteros já representam um avanço em relação aos anteriores Mk.1 utilizados pela instituição, incorporando melhorias em motores, sistemas óticos e de deteção, e também no armamento.

Imagens utilizadas apenas a título ilustrativo

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