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TAM 2C-A2: modernização e recuperação no Exército Argentino até 2030

Dois soldados com equipamento militar realizam manutenção em um tanque de guerra em terreno seco ao entardecer.

Após uma visita recente à Direção Geral de Arsenais do Exército Argentino - ocasião em que a Zona Militar pôde entrevistar o Diretor-Geral de Material - foi possível tratar das expectativas da força para incorporar novas capacidades, iniciativas sustentadas por projetos de aquisição, recuperação e modernização. Um exemplo direto é o TAM 2C-A2, programa que prevê, ainda neste ano, a disponibilidade de um segundo esquadrão operacional.

O TAM 2C-A2 está entre os esforços mais relevantes voltados à modernização e à recomposição das capacidades da Arma de Cavalaria do Exército Argentino. A proposta busca concretizar um sistema de armas blindado atualizado, tanto pela adoção de tecnologias de ponta quanto pela ampliação da vida útil proporcionada pelos trabalhos conduzidos pelo Batalhão de Arsenais 602.

As expectativas em torno do programa abrangem diferentes frentes: desde a entrega de um novo esquadrão operacional de TAM 2C-A2 em 2026 até uma possível ampliação do projeto, que não apenas beneficiaria a frota de VC TAM, como também poderia ser aplicada a outros integrantes da família. Embora essas alternativas ainda estejam sob análise - inclusive com projetos aguardando execução -, elas são vistas como um desdobramento natural do próprio programa.

Cabe salientar que o Exército Argentino iniciou a modernização e a recuperação do TAM com um horizonte bem definido, especialmente no que diz respeito à incorporação de capacidades, à extensão da vida útil e à relação custo-benefício do investimento necessário. Caso se opte por avançar com os demais veículos da família, esse mesmo método pode ser replicado, em particular no VCTP.

Resultados destacados e capacitação constante

Superados os desafios característicos de um programa dessa envergadura, o Exército Argentino passou a atingir marcos e a consolidar resultados com o TAM 2C-A2, obtidos durante as etapas de certificação e confirmados após a entrega dos veículos de combate à unidade operacional.

A DIGID destacou que, com os TAM 2C-A2, "…foram alcançados resultados excelentes, tanto em tiro diurno e noturno, em movimento e sobre alvos fixos e móveis…". "…Mantemos comunicação constante com o Regimento 8 de Magdalena…", referência à troca permanente entre as tripulações e os diferentes elementos do Exército envolvidos no projeto.

"…As mudanças aplicadas ocorreram no momento de aprender a operar os novos sistemas, (processo que se deu) à medida que as tripulações se instruíram para poder operá-los da forma mais eficiente… No processo de certificação também é realizada a capacitação no que se refere à manutenção de comunicações, à manutenção mecânica e à instrução das tripulações… isso também está dentro do processo de certificação, para que tudo saia como um sistema de arma…", detalhou o Coronel-Mor Nadale, da DGID.

As opções de cursos e treinamentos seguem se expandindo, acompanhando necessidades que surgem quando os TAM 2C-A2 já estão alocados na unidade operacional. Com a entrega de um novo esquadrão, a tendência é aumentar a demanda por pessoal capacitado para a manutenção dos primeiros escalões, buscando maior autossuficiência local. Para intervenções mais complexas, entretanto, a rotina continuará a exigir o suporte de níveis superiores.

Modernização e recuperação

As atividades de modernização e recuperação do TAM 2C-A2 estão organizadas em dois grandes componentes: a torre e o casco. A recuperação do casco é conduzida pela Direção de Arsenais, subordinada à Direção Geral de Material. A revisão e o recondicionamento do casco abrangem diversos pontos, incluindo uma nova instalação elétrica, saias laterais para proteção adicional, sistema de visão do motorista, entre outros.

Já a DIGID responde pelos trabalhos na torre, em uma modificação que substitui e integra novas tecnologias: do sistema de estabilização e do acionamento elétrico da torre e do canhão ao sistema de controle de tiro, que inclui novos visores panorâmicos para o atirador e para o comandante do carro. A atualização da torre também incorpora um novo sistema de detecção de ameaça laser, sistema interno de combate a incêndio do veículo, unidade de potência auxiliar, proteção térmica do canhão, entre outras melhorias.

Vale lembrar que as alterações e a incorporação de aprimoramentos na torre (cesto porta-equipamentos, ferragens diversas) são executadas pela empresa IMPSA. Conforme a companhia de Mendoza libera as torres já modificadas, os sistemas citados são integrados nas instalações do Batalhão de Arsenais 602.

Em paralelo, os chassis do TAM passam por processos de revisão para retorno às condições ideais de operação, com a substituição ou reparo dos diferentes componentes que os compõem. Isso inclui itens móveis, como a roda motriz, a roda tensora e os roletes de apoio, além dos amortecedores. "…O Batalhão de Arsenais 602 historicamente se encarregou de realizar a manutenção do mais alto nível de toda a família TAM… conta com pessoal que tem muita experiência…", explicou o Major Javier Aguirre, subcomandante do Batalhão.

No âmbito do processo, e em simultâneo ao trabalho da DIGID na modernização da torre, o Batalhão de Arsenais 602 atua nos chassis a partir de suas diferentes estações. "…Uma equipe que trabalha em um TAM, a primeira coisa que faz é desmontá-lo por completo… Há partes que são compradas novas e reinstaladas. Há partes que são restauradas… Trabalho similar é feito com o sistema elétrico, sistema de combustível, sistema do motor… o casco é recuperado por completo…", comentou o Major Aguirre à ZM.

2030 como meta e possível expansão do programa

Com um acordo que prevê a recuperação e a modernização de 74 VC TAM para o padrão TAM 2C-A2, estima-se que as atividades se estendam até 2030. E, pelo que se observa, a intenção é que as entregas ocorram em frações completas (Esquadrão), em vez de em lotes menores.

Como mencionado, uma etapa posterior do programa pode significar a extensão da recuperação e da modernização aos demais integrantes da família TAM. Entre os Projetos de Investimento Público, um dos casos considerados é a modernização do VCTP, processo de atualização e revisão que pode se beneficiar de forma significativa da experiência acumulada com o TAM 2C-A2.

Ainda assim, essas potenciais iniciativas são avaliadas com cautela, pois, para assegurar sua execução adequada, será necessária a alocação e a disponibilidade dos recursos requeridos - tanto orçamentários quanto técnicos, humanos e de infraestrutura.

Agradecimentos: Exército Argentino; Secretaria-Geral do Exército; Direção Geral de Material; Direção de Arsenais; Batalhões de Arsenais 601 e 602.

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