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OTAN: Operação Arctic Sentry estreia vigilância no Ártico com F-35B do HMS Prince of Wales

Caça F-35 decola de porta-aviões com aurora ao fundo em ambiente gelado e montanhoso.
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A missão Arctic Sentry atingiu um novo patamar com o envio de caças britânicos F-35B a partir do porta-aviões HMS Prince of Wales para atuar em tarefas de vigilância no Ártico. É a primeira vez que essa operação de patrulhamento aéreo da OTAN ocorre com aeronaves embarcadas, ampliando a capacidade de resposta da aliança em uma região cada vez mais relevante do ponto de vista estratégico.

Primeira Missão de Vigilância no Ártico com Caças Baseados em Porta-Aviões

Segundo a Força Aérea Real (RAF), caças furtivos F-35B Lightning estão conduzindo patrulhas defensivas sobre o espaço aéreo da Islândia e do Alto Norte, mantendo-se em prontidão para decolagem imediata caso haja qualquer incursão. Até este momento, a vigilância no Ártico vinha sendo executada somente por aeronaves operando a partir de bases em terra.

A RAF acrescentou que, em 2 de julho, dois F-35B decolaram do HMS Prince of Wales para interceptar uma aeronave russa Tu-142 “Bear F” após esta se aproximar do porta-aviões enquanto navegava dentro do Círculo Polar Ártico. De acordo com o comunicado oficial, o avião russo realizou várias aproximações a curta distância e lançou diversos dispositivos de rastreamento sobre o mar, antes de ser escoltado para fora da área pelos caças britânicos.

A Importância Estratégica do Ártico para a OTAN

A OTAN lançou a Operação Arctic Sentry em fevereiro de 2026 com o objetivo de integrar as respostas dos aliados ao aumento da atividade militar no Ártico sob uma estrutura de coordenação única. A proposta reforça a vigilância aérea, terrestre e marítima por meio da Atividade de Vigilância Aprimorada (eVA), sob coordenação do Comando Conjunto de Norfolk.

A aliança sustenta que a missão é uma resposta ao crescimento da presença militar da Rússia no Alto Ártico, onde Moscou reativou antigas instalações da era soviética, intensificou patrulhas navais e segue avaliando novos sistemas de armas. A OTAN também ressaltou que sete dos oito países árticos atualmente fazem parte da organização, o que coloca a região como um interesse direto da segurança coletiva.

Entre os pontos mais sensíveis está o corredor marítimo entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido, conhecido como espaço GIUK. Por ali passam rotas militares e comerciais que ligam o Ártico ao Atlântico Norte, tornando a proteção do corredor relevante para as comunicações e para o comércio entre a Europa e a América do Norte.

Desdobramento planejado dentro da estratégia britânica

A atuação do HMS Prince of Wales na Operação Arctic Sentry integra um planejamento britânico iniciado meses antes. Em fevereiro, o Secretário de Defesa britânico, John Healey, confirmou que Londres dobraria o número de tropas destacadas na Noruega, de 1.000 para 2.000 militares, ao longo de um período de três anos, para aumentar sua contribuição à missão da OTAN e fortalecer a segurança no Ártico.

Na sequência, o HMS Prince of Wales deixou Portsmouth para iniciar seus preparativos operacionais voltados ao Atlântico Norte e ao Alto Norte. O desdobramento incluiu a incorporação de helicópteros AgustaWestland AW101 Merlin e AW159 Wildcat, drones logísticos Malloy e caças F-35B, consolidando o papel do grupo de ataque do porta-aviões dentro da estratégia do Reino Unido para ampliar a presença aliada em uma área onde a competição estratégica segue em alta.

Imagens obtidas do Ministério da Defesa do Reino Unido.

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