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Trump ameaça o Irã e diz ter instruído o Pentágono após denúncia de Israel

Homem de terno azul e gravata vermelha falando ao telefone em escritório com mapa e bandeiras dos EUA e Israel.

Ordem ao Pentágono após suposto plano atribuído ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira que orientou o Pentágono a executar ataques contra o Irã “a níveis nunca antes vistos” caso ele seja assassinado em um suposto plano iraniano mencionado por Israel.

O presidente reagia a informações segundo as quais Israel teria avisado Washington sobre a possibilidade de existir um plano iraniano para matá-lo.

O que Trump disse ao The New York Post

Em entrevista ao jornal The New York Post, Trump afirmou: “Estou na lista deles há muito tempo. É isso que estamos a enfrentar”.

Na mesma conversa, o presidente fez um alerta sobre como pretende responder se algo lhe acontecer: “Deixei instruções: se algo acontecer, bombardeiem-nos literalmente a níveis nunca antes vistos”.

Apesar de comentar as notícias sobre o suposto plano, Trump também disse que não recebeu nenhum aviso recente de Israel a respeito de uma ameaça específica.

“Não, não. Israel não disse nada. Não, não”, afirmou o líder norte-americano, acrescentando que Teerã o considera um alvo “há muito tempo”.

Ao ser questionado sobre a chance de se tornar alvo de um atentado, Trump respondeu: “Espero que sintam a minha falta”.

Tensão entre Washington e Teerã e o pano de fundo recente

As declarações ocorrem em meio a uma forte escalada das tensões entre Washington e Teerã, depois do colapso do cessar-fogo e da retomada dos confrontos militares entre os dois países.

Na quarta-feira, durante a cúpula da OTAN, em Ancara, Trump já havia dito que segue entre os principais alvos do Irã, associando essas ameaças à morte do general iraniano Qasem Soleimani, morto em um ataque norte-americano ordenado durante o seu primeiro mandato, em 2020.

Enquanto isso, o Irã realizou na quinta-feira as cerimônias fúnebres do antigo líder supremo, Ali Khamenei, morto em um atentado a bomba no primeiro dia da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.

O sucessor, Mojtaba Khamenei, segue sem aparecer publicamente desde a nomeação, o que tem alimentado especulações sobre seu estado de saúde, após ter sido atingido no mesmo ataque que o pai.

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