Uma bebê de dois meses foi levada ao Hospital de Aveiro há cerca de 30 dias com ferimentos que levaram a Polícia Judiciária a instaurar um inquérito criminal por suspeita de maus-tratos. A menina já havia passado por atendimento na mesma unidade em maio, quando deu entrada com marcas de mordidas pelo corpo.
A criança mora na localidade do Bunheiro, no município de Murtosa, e foi admitida no dia 9 de junho no Hospital de Aveiro, apresentando fraturas e outras lesões.
Atendimento no Hospital de Aveiro e transferência para Coimbra
O JN apurou que a bebê tinha traumatismo cranioencefálico e fraturas no antebraço. Diante da gravidade e das dúvidas levantadas pelos ferimentos, médicos e autoridades encaminharam a criança para os hospitais de Coimbra.
Já na Unidade Local de Saúde de Coimbra, seguindo os protocolos aplicados em situações suspeitas, a equipe médica realizou radiografias de todo o corpo e identificou lesões anteriores. As marcas observadas na bebê de dois meses eram compatíveis com indícios de agressões. Além disso, conforme o JN, a menina já tinha sido atendida no Hospital de Aveiro em maio, ocasião em que apresentava mordidas no corpo.
Comunicação às autoridades e apuração do JN
Segundo informações recolhidas pelo JN, as lesões encontradas causaram estranheza na equipe que recebeu a bebê há cerca de um mês, o que motivou a comunicação do caso à Polícia Judiciária de Aveiro e à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da área de residência.
Ainda não se conhecem as circunstâncias do atendimento e internação iniciais. No entanto, de acordo com Domingos Cascais, comandante dos Bombeiros Voluntários da Murtosa, o transporte da criança não foi feito pela corporação local.
Aguarda resolução social
Depois de receber os tratamentos necessários nos hospitais de Coimbra, a bebê voltou em 2 de julho para a unidade hospitalar de Aveiro, onde permanece internada até hoje, em estado considerado estável, sob cuidados dos profissionais de saúde. Neste momento, o caso aguarda resolução social.
A volta para casa, onde a família tem outras duas filhas de dois e de quatro anos, só deverá ocorrer se for concluído que a bebê não foi vítima de agressões ou negligência. Há diferentes hipóteses em avaliação, e apenas o resultado dos exames médico-legais realizados na criança - aguardados pelos inspetores da Polícia Judiciária - poderá esclarecer a origem dos ferimentos.
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