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Liliana Silva diz que desassoreamento da foz do rio Minho em Caminha avança em até dois anos

Dois homens observam e apontam para barco no rio próximo a casas à beira da água ao pôr do sol.

A prefeita de Caminha, Liliana Silva, informou nesta sexta-feira que o desassoreamento da foz do rio Minho - uma demanda antiga da comunidade pesqueira e das prefeituras nas duas margens - deve sair do papel dentro de um prazo de até dois anos. Ela também afirmou que o acúmulo de areia que compromete a área de atracação da Polícia Marítima, criando risco para operações de salvamento na maré baixa, será solucionado em breve.

Candidatura e cronograma para o desassoreamento da foz do rio Minho

Segundo a gestora municipal, o processo de candidatura para viabilizar a intervenção já está em andamento e contempla o desassoreamento da zona sul do rio Minho, na área da foz.

A prefeita acrescentou que, uma vez que o procedimento “vai avançar”, a expectativa é que o rio esteja desassoreado em “um ano e meio ou dois anos”.

Intervenção junto ao pontão da Polícia Marítima em Caminha

Em declarações aos jornalistas, Liliana Silva (PSD) destacou que as dragagens devem começar pelo pontão de atraque da Polícia Marítima, onde há limitações operacionais quando a maré baixa dificulta a saída para atendimentos.

"Está a avançar a candidatura para se fazer o desassoreamento da zona sul do rio Minho, na zona da foz. Aliás, já vão avançar com o desassoreamento junto ao pontão de atraque da Polícia Marítima, porque tinham dificuldades, quando a maré está em baixo, em sair para socorrer alguém", declarou.

As declarações foram dadas à margem de uma cerimônia em Vila Praia de Âncora, durante a assinatura de protocolos para a cessão de um edifício que estava inativo havia duas décadas e para a criação, no local, de um balcão BMar.

Reivindicação antiga de Caminha e A Guarda

Vale lembrar que os municípios de Caminha e de A Guarda, em lados opostos do rio Minho, vêm há anos reforçando apelos aos governos português e espanhol para que encontrem uma resposta para o assoreamento crônico do curso d’água.

Impactos no transporte fluvial e na segurança da pesca

A obra é vista como prioritária por causa do transporte fluvial que, até 2021, era realizado pelo ferryboat Santa Rita de Cássia. O retorno da travessia sempre esteve condicionado às condições do rio.

Nos últimos anos, prefeitos da região também sustentaram que o assoreamento estava afetando a operacionalidade dos meios de socorro em ações de salvamento. Já os pescadores reclamam de forma recorrente que o assoreamento mais intenso na foz, em Caminha, prejudica a navegabilidade e aumenta os riscos para as embarcações de pesca.

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